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Frassino Machado / Textos, comentarios e ensaios ! Poetica/Arte!Historia,filosofia,Musica!Desporto/lazer!
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   Quarta-feira, Agosto 31, 2005



MÁRIO SOARES À PRESIDÊNCIA !

«Não serei um candidato do PS mas sim nacional»

Mário Soares anunciou que vai candidatar-se pela terceira vez à presidência da República, nove anos depois de ter deixado o cargo, prometendo ser um «candidato nacional» e não «o candidato do PS». O ex-presidente da República foi recebido no Hotel Altis, numa sala lotada de apoiantes.«Aceito candidatar-me à presidência da República», anunciou o fundador do PS numa cerimónia que juntou centenas de pessoas num hotel de Lisboa, incluindo o líder do PS, José Sócrates, ministros e dirigentes nacionais socialistas, entre artistas e personalidades independentes.«Não serei um candidato do PS, mas sim um candidato nacional apoiado pelo PS», acrescentou, entre ruidosos aplausos.O ex-Presidente da República chegou acompanhado da mulher, Maria Barroso, sem prestar declarações aos jornalistas.Antes, foi a vez do primeiro-ministro e secretário-geral do PS, José Sócrates, chegar ao Altis, também em silêncio. Foram muitas as figuras do espectáculo, do desporto e da sociedade civil que fizeram questão de dar o seu apoio a Mário Soares, na apresentação da sua terceira candidatura a Belém: Fernanda Ribeiro, Aurora Cunha, Joaquim de Almeida, Dias da Cunha, padre Vítor Melícias ou Paco Bandeira foram apenas algumas das muitas figuras públicas presentes.Também os membros do Governo socialista não faltaram à chamada, com o ministro da Administração Interna, António Costa, ministro da Agricultura, Jaime Silva, e Vieira da Silva, ministro do Trabalho a marcarem presença.Outra presença marcante foi a do presidente dos PS, o histórico Almeida Santos, que afirmou, à chegada, que «hoje é um grande dia para o PS».«O país vai sufragar esta candidatura com uma grande votação», afirmou o ex-presidente da Assembleia da República, sublinhando a excelente forma física e intelectual do ex - Presidente.Questionado sobre as críticas de Manuel Alegre, que disse terça-feira discordar da candidatura de Soares, Almeida Santos foi peremptório.«Não é hora de fazer críticas, é hora de rodear Mário Soares e dar todo o apoio que os socialistas podem e devem dar», frisou.Outro apoiante de Mário Soares, o ex-líder parlamentar António José Seguro, foi menos claro a este respeito.«No último mês houve situações muito desconfortáveis para muitos de nós, que nem o dr. Soares nem Manuel Alegre nem o PS mereciam», afirmou Seguro.

SOARES É « O SEMPRE FIXE ! »

Crónica de
Frassino Machado
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O CANDIDATO POETA ...

Assistimos, todos os Portugueses, a uma verdadeira demonstração de Cidadania activa.
O poeta Manuel Alegre ao se disponibilizar para ser Candidato às eleições Presidenciais, justificando com inteligência as razões desta iniciativa provou, com dignidade e galhardia, o seu alto apreço pelo Regime português e pelas virtualidades da República! Creio que, ao fazê-lo, não prejudicou o valor ou a imagem do que quer que seja, antes pelo contrário, prestigiou e enriqueceu o seu próprio Partido, sem o molestar e demonstrou uma alta sensibilidade para com a causa pública, apontando o caminho a seguir por qualquer cidadão que se preze.

É destes políticos e destes Cidadãos que o nosso País necessita !
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Frassino Machado: E-Mail / Homepage



GRATIDÃO POR UMA CRÍTICA LITERÁRIA !

Caríssimo amigo
EDSON MARQUES

Bem haja pela sua apreciação ao meu poema ESTRELA CINTILANTE ... penso que um pouco favorecida, mas que vem valorizar o próprio poema... por vir de quem vem ! Caro amigo, são sempre estes pequenos/grandes contributos que fazem a consistência de todos os poetas ou artistas ! ...
Estive lendo - e gravei - o seu poema MUDE ! Gostei verdadeiramente e reconheço o alto valor do seu conteúdo. Ele constitui um forte libelo para os dias que correm. Ao mesmo tempo que é uma provocação ao sedentarismo e apatia das mentalidades do nosso tempo ele constitui uma autêntica terapia contra a rotina doentia das sociedades e das próprias mentalidades. Por outro lado - daí a provocação ! - ele representa um grito sincero contra a standardização da vida contemporânea que, em si mesma alimenta os meandros mafiosos e bolorentos da globalização selvagem !

Frassino Machado
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Salve Novos Poetas !

MUDE

Por
Edson Marques

Mude, mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente,
observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os seus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente
na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama...
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv, compre outros jornais...
Leia outros livros, viva outros romances.
Ame a novidade.
Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos. Escolha comidas diferentes,
Novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo método, o novo sabor,
o novo jeito, o novo prazer, o novo amor,
a nova vida. Tente.
Busque novos amigos tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado...
Outra marca de sabonete, outro creme dental...
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas,
troque de carro, compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabelereiros,
outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar
um outro emprego, uma nova ocupação,
um trabalho mais light, mais prazeroso,
mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente. Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento,
o dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda !
Repito por pura alegria de viver:
A salvação é pelo risco,
sem o qual a vida não vale a pena !!!

Edson Marques
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CRÍTICA LITERÁRIA AO « ATÉ SEMPRE » DE FRASSINO MACHADO

Por
Lizete Souza Passos

" Caríssimo poeta Frassino Machado... Li, e reli, em profundidade ,este teu momento de ternura encanto, com essa sua belíssima homenagem a Dea Matrix Efigênia Coutinho Mallemont... São três páginas de eloquência operísticas , tendo como temática Orfeu e Eurídice... há o tracejar de momentos poéticos com modalidades de operetas, onde o amor figura-se me todas as formas de amar-se com representatividade, no mundo contemporâneo , num tempo presente com uma temporalidade de um passado... trazendo amor ternura, amor afeto fraterno, amor sensual, amor paixão, amor materno, podendo sentirmos a dor de perda, a dor por não ter o bem amado, ... com um grito do fundo d'alma em clemência aos céus, por não poder sentir-se junto do seu bem amado, e faz esse clamor na ãnsia de ser atendido, para viverem ambos um grande amor... O dois enfoques o momento da chegada para a saudação ao amor distante e o momento de partida o da despedida deste amor imaginado, mas amor intenso no até sempre , em outras dimensões.... Parabéns amigo tua bela homenagem... é o desnudar-se de tua alma com teus deus interno , abençoado.... Abraços amiga brasileira do sul doBrasil ".

Lizete, Porto Alegre 30.08.05
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   Terça-feira, Agosto 30, 2005

AO RÍTMO DAS FÉRIAS

«Crónica do Tempo que passa - Parte II»

Por
Frassino Machado

Vou começar por abordar de forma frontal e sem rodeios as questões pessoais que coloquei no final da Crónica transacta. São elas a questão das férias repartidas e selectivas e, por outro lado, a postura humana de cidadania.
Coloquei estas duas questões porque me parecem ser bastante pertinentes. Uma e outra encaram instintivamente dois dos problemas mais sensíveis da sociedade portuguesa: seus hábitos e tradições e a sua mentalidade dominante.
Posto o primeiro problema - hábitos e tradições - em primeiro lugar é, na nossa opinião, nele que reside a origem de um forte egoísmo, direi mesmo, um egocentrismo, já que cada português desde há umas décadas a esta parte se habituou a centrar a gestão da sua própria existencialidade decididamente a partir da resolução dos seus interesses, quer pessoais quer familiares. É vulgar ouvir-se : vou para férias quando muito bem me der jeito... Ora o "dar jeito", comummente, não se basta ao nível dos problemas próprios da vida concreta e quotidiana mas, integra também uma necessidade de afirmação. É preciso verem todos , passado que foi um ano, que já se tem um nível de vida superior: mais coisas, melhor carro, melhores influências, etc. Embora o lugar comum seja dizer-se "vamos para férias descansar..." todavia ainda se mantém o argumento anterior, isto é, a questão da afirmação que, quanto a nós, é determinante. A partir desta realidade e, tendo em conta a necessidade da presença de terceiros ( "para que nos observem" ) torna-se evidente que o agradável tempo de Verão serve às mil maravilhas de horizonte para que as férias para ele apontem. Daí quase toda a gente escolher o pico do Verão para calendarizar, desde cedo, as suas férias anuais. Juntando a esta questão há a considerar a afluência ao nosso território de emigrantes que, anualmente, escolhem também este período para virem a Portugal. E também eles, e talvez mais eles, sentem essa grande necessidade de se afirmar. Quer dizer que coexistem duas ondas sociológicas a confluir para locais idênticos na mesma altura e, quase sempre, os meses de eleição caem fatalmente em Julho ou em Agosto.
Tendo em conta esta constatação com facilidade entendemos os efeitos e a resultante deste fenómeno que, para os portugueses, é já uma tradição. Necessariamente acontece uma acumulação intensiva de população quer no interior, durante o ano quase ao abandono, quer nas zonas balneares junto ao litoral. Tanto num caso, como noutro, dá-se uma tendência exagerada para o despesismo sem controle com consequências por vezes nefastas.
A este fenómeno há que juntar as frequentes alterações de certos costumes e tradições ( caso de festas familiares, romarias, passeios, certames de vário tipo ) com a justificação de que "há mais gente", logo, dá dinheiro. Recordo aqui a alteração do calendário de festas de Santos que, de há umas décadas para cá, chegam a mudar das datas próprias do ano para os dois referidos meses. Para quê ? Para se aproveitar as tais ondas sociológicas que transportam consigo, todos o sabem, o tão saboroso e ambicionado "el dorado". Todos estes eventos, que assentam na grande movimentação de gente, constituem factores de interesses económicos que despertam na sede fácil dos ganhos. Que o diga a própria comunicação social que, ela mesma, joga aí um papel decisivo sem que sejam ponderados os custos destes movimentos.
Sendo certa esta análise e, ficando já de referência para uma outra abordagem mais profunda e oportuna, talvez possamos enquadrar melhor os porquês de eventos negativos, muito comuns precisamente nestes dois meses: o número dramático dos acidentes rodoviários ou nas zonas balneares, e, de uma outra forma mais trágica, as permanentes e já tradicionais ondas de incêndio nas florestas do país...
Se as férias fossem programadas com outras preocupações mais sérias e bem planeadas - despidas de preconceitos sociológicos e / ou de outros factores que a eles conduzem - talvez que não lamentássemos cada ano os referidos eventos negativos que paulatinamente vão depauperando não só o património da Nação, como também as forças vivas que deveriam contribuir para o seu enriquecimento e nunca para a emergência de um triste médio prazo colectivo.
No tocante à postura humana de cidadania deveria esta, na nossa opinião, integrar todas as infra-estruturas da nossa sociedade, quer a nível privado quer, acima de tudo, por acção prioritária do próprio Estado. Deveria esta Instituição ser a primeira a dar o exemplo para tentar solucionar os grandes problemas que, extensivamente, abrangem todos os escalões sociais. Ora, quem melhor que o Estado poderá dar o primeiro passo, tentando convencer os cidadãos da necessária adopção de medidas concretas de âmbito colectivo. Por exemplo, planear dois períodos mais reduzidos de férias para as escolas, em vez dos tradicionais longos três meses. Adaptados os Programas a uma nova gestão, possivelmente não se assistiria ao crónico stress da classe dos professores e dar-se-ia uma maior dinâmica e rendimento às tarefas educativas. Por outro lado, quer as famílias, quer as empresas e outros organismos teriam de se adaptar às novas realidades do País. Para melhor estruturação dessa calendarização global haveria lugar à redução nas ditas férias de pequena dimensão ( Natal, Carnaval, Páscoa ) . Far-se-ia apenas uma paragem simbólica de alguns dias para as tradicionais celebrações.
Na sequência da proposta anterior, porque não se dá lugar a uma implementação de férias com actividades diferenciadas mas de utilidade, quer familiar quer colectiva, para que a inércia orgânica não continue sendo um dos grandes factores de desgaste mental cujas consequências sabemos serem igualmente nefastas ?
Bastará que para tal sejam feitas acções de mentalização e de debate para que toda a sociedade sinta a justeza e virtualidade destas iniciativas. Para isso todas as Instituições deveriam empenhar-se neste Projecto. Mais uma vez destaco aqui a necessária e oportuna acção dos Mass Media , tanto privados como públicos , em todas as suas áreas. Creio que, para concluir, haverá que dar lugar à emergência de muitas outras propostas, não só como experiência reflexiva mas, acima de tudo, contribuindo para despoletar o arranque de algumas iniciativas conducentes a uma global mudança do pensar das nossas populações.
E não julguemos que o nacional-desenrrascanço que prolifera nas chamadas classes produtivas, isto é, falta de organização endémica dos portugueses ou, pior ainda, a circunstancial curva agravada do desemprego que, achamos nós, será passageira, são em si fatalidades insuperáveis, não. Havendo exemplos bem marcantes de projectos arrojados e com sucesso, acompanhados do inteligente apoio das entidades competentes, acreditamos ser possível uma breve recuperação tanto do tecido empresarial, começando pelas escolas, como da mentalidade da nossa sociedade que tenderá a lutar, a curto prazo, para a sua própria modernização.
Dados, aqui e além, os primeiros passos com segurança estou convicto de que ela se tornará mais receptiva, empreendedora e participativa, construindo um solo pátrio para benefício de todos.

Frassino Machado
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ESTRELA CINTILANTE


Mandaste votos de Felicidade
no brilho das estrelas refulgentes
e no fim de palavras evidentes
a tua esbelta foto qual beldade.

E nada de melhor nesta ansiedade
do que doces mensagens bem prementes
que em corações perdidos são sementes
em terra preparada com verdade.

Estou feliz por me sentir lembrado
por ti, que tão dispersa tens andado,
e mal tens tempo p' ra ' vivar memória...

O teu gesto p' ra mim ficou marcante,
tu que és minh' estrela cintilante
que dá luz cada dia à minha história !


Frassino Machado
In ODISSEIA DA ALMA
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