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Frassino Machado / Textos, comentarios e ensaios ! Poetica/Arte!Historia,filosofia,Musica!Desporto/lazer!
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   Sexta-feira, Abril 22, 2005

ACERCA DE BENTO XVI E HABERMAS

COMENTANDO, a partir de « A CASA DOS COMUNS » DE G. OLIVEIRA MARTINS,

Na minha opinião esta dualidade de pontos de vista tem elos de ligação,filosofica e culturalmente sustentáveis, que se subordinam inegavelmente aos modelos estruturais da sociedade de que todos fazemos parte. Há no substrato da linha racional comum uma preocupação com a globalidade de toda a problemática humana, no que diz respeito aos critérios de convivência. Tanto Habermas, mais ontológico, como Ratzinger, mais ético, manifestam um preocupante receio de social-relativismo que vai cada vez mais emergindo do evoluir das políticas que vão sendo implementadas pelos mentores do destino dos povos. E será necessário a adopção de um estado de espírito vigilantemente activo que trave o potencial descarrilamento dos códigos de conduta, quer sob o ponto de vista religioso como socio-cultural. Porque uma coisa não é sem a outra, isto é, há que juntar ao velho "diálogo de civilizações", à maneira de R. Garaudy, um complementar "diálogo intercultural" em que o padrão de conduta deverá pautar-se, na opinião de Lourdes Pintassilgo, por critérios inter-clerico-laicais... como prevenção da sobrevivência humana.
Frassino Machado
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   Quarta-feira, Abril 20, 2005


O Cardeal germânico Joseph Ratzinger foi ontem eleito papa com o nome de Bento XVI .

O novo Papa, afirmou na primeira missa após ter sido nomeado para o cargo, que se compromete a prosseguir a obra do Concílio Vaticano II, numa homilia pronunciada em latim esta manhã na Capela Sistina.
"Afirmo com grande determinação a minha vontade de continuar a obra do Concílio Vaticano II, pelo mesmo caminho dos meus antecessores e na fidelidade e continuidade da tradição de dois mil anos da Igreja", declarou Joseph Ratzinger perante os cardeais que ontem o elegeram.
Bento XVI também prestou uma homenagem ao seu antecessor, João Paulo II, que "deixa uma Igreja mais corajosa, mais livre, mais jovem. Uma Igreja que, de acordo com o seu exemplo, olha com serenidade o passado e que não tem medo do futuro".
A missa de hoje foi proferida em latim, a língua litúrgica da Igreja Católica até ao Concílio Vaticano II. Na manhã seguinte à sua eleição, em Outubro de 1978, João Paulo II não celebrou a missa na Capela Sistina, mas recebeu todos os cardeais na sala do consistório, dirigindo-se-lhes em italiano.
O cardeal alemão Joseph Ratzinger foi eleito ontem à tarde pelos 115 cardeais eleitores, após quatro votações. O fumo branco (símbolo da escolha de um novo Sumo Pontífice) começou a sair da chaminé do Vaticano por volta das 16h50 (hora de Lisboa), 15 minutos antes de os sinos da Basílica confirmarem a escolha do sucessor de João Paulo II. Pouco antes das 18h00, o nome do cardeal Joseph Ratzinger foi anunciado e o novo Papa falou pela primeira vez à multidão reunida na Praça de São Pedro.
"Queridos irmãos e irmãs, depois do grande Papa João Paulo II, os cardeais elegeram-me - um simples e humilde trabalhador da vinha do Senhor. Consola-me o facto de o Senhor trabalhar e agir mesmo com instrumentos insuficientes e acima de tudo entrego-me às vossas orações", afirmou, na curta declaração que antecedeu a sua primeira bênção Urbi et Orbi ( À Cidade e ao Mundo ).

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