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Frassino Machado / Textos, comentarios e ensaios ! Poetica/Arte!Historia,filosofia,Musica!Desporto/lazer!
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   Sexta-feira, Março 18, 2005

O PAI QUE NOS É


Por
Frassino Machado



Nunca ninguém tem
aquele pai que quis,
que até o povo diz,
não saber o que tem
nem donde lhe vem.

Nunca ninguém quer
o pai donde vem,
nem que diga alguém,
bom é o que souber
ser homem a valer.

Todos acham até
o pai que nós temos,
mais nenhum teremos,
ser por nossa fé
o pai que nos é .

Há tantos na vida
fazendo de pai
e desta não sai
pois não tem saída
e é causa perdida !



Frassino Machado
In ODISSEIA DA ALMA
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CONSTITUIÇÃO EUROPEIA - " A C. E. valoriza a Europa, logo valoriza Portugal ! "

José Sócrates diz sim à CONSTITUIÇÃO EUROPEIA.

O primeiro-ministro José Sócrates deu, esta sexta-feira, um parecer positivo sobre o futuro texto da Constituição Europeia na abertura do Congresso dos Jovens Socialistas Europeus.
Perante uma plateia de jovens de 34 países países europeus, José Sócrates fez uma verdadeira procissão de fé na Europa.
« Se os europeus querem afirmar no mundo os valores próprios da Europa, temos que ter mais Europa. Se os europeus querem afirmar no mundo a economia Europeia, então temos que ter mais Europa e se os europeus querem defender o modelo social europeu, temos também que ter mais Europa », afirmou.
A tónica sublinhada no projecto europeu serviu sobretudo para Sócrates voltar a defender a aprovação da Constituição Europeia num futuro referendo, porque o que está mesmo em causa é não deixar a Europa parar.
« Quando o Mundo acelera a sua mudança, a Europa não pode ficar parada e a Europa não está parada. Aqueles que olham para a Europa com cepticismo, aqueles que afirmam que nada se passa na Europa, que está gorda, sem energia, que já não vem nada de novo, não têm razão », defendeu.
A moeda europeia e o recente alargamento europeu foram exemplos escolhidos por José Sócrates para justificar que a Europa é solidária, toma medidas corajosas e luta por uma organização mais social.

Adaptação de
Frassino Machado
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   Quarta-feira, Março 16, 2005

Salve
Novos Poetas !

TATUAGEM


Tenho o teu nome tatuado,
não está à flor da pele,
nem escrito com tinta,
não tem desenhos ou floreados.

Foi marcado a ferro e fogo
no âmago do meu ser.
As letras do teu nome,
preenchem-me a alma e alegram os meus dias.

Sonho sem dormir
e sonho apenas para te ter.

Tiras-te me o sono,
mas deste-me algo muito mais importante,
algo que julgava ter perdido,
deste-me vontade de voltar a amar.


José Carlos Oliveira
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O BEIJA-MÃO POLÍTICO E
AS MULHERES DO PS


Por
Frassino Machado

Aconteceram, na semana transacta, dois factos dignos de realce que, para já, foram duas pedradas no charco da panorâmica socio-política nacional.
Primeiramente, da tomada de posse do novo governo nacional, presidido por José Sócrates, fica para já bem notória uma lufada de ar fresco e de desanuviamento de rituais carunchosos, de cariz medieval. Por iniciativa do primeiro ministro, após consulta ao Presidente da República, foi decretado o fim do beija-mão social aos ministros empossados. Para além de ser uma perda de tempo inútil, este ritual ( quase ancestral ! ) de perto de duas horas, sendo tipicamente cortesão e monárquico, não tinha grande sentido acontecer numa república moderna, na qual se pretende diluir o peso das marcas passadiças obsoletas. Que haja cumprimentos e saudações entre os estadistas e familiares mais chegados, ainda se entende. Agora que se passe um tempo infindo com salamaleques, as mais das vezes carregados de uma certa hipocrisia balofa, de facto, Sócrates esteve bem neste pontapé de saída.
Em segundo lugar, há que registar uma reacção ocorrida no próprio seio do maior Partido nacional - o PS. Foi o descontentamento das mulheres socialistas pela fraca representação que terão na formação do novo governo da Nação. É uma reacção justificável, quanto a nós, mas tem o peso que tem. Apenas isso. O ter transbordado para foros de mediatismo sem freio, é que me parece um exagero. Se o primeiro ministro achou por bem apenas fazer convite a três ou quatro mulheres, entre muitas outras ministeriáveis, fê-lo com certeza baseado em critérios que lhe competem só a ele e, não tenhamos dúvidas, o engenheiro Sócrates é daquelas pessoas que não encarreira com cosméticas "para inglês ver" nem em falsos arroubos de democratismos que, quase sempre, resultam em irresponsabilidades. Sócrates não compôs o seu / nosso governo para fazer de conta. Nem para ser elitista, como alguém comentou. Fê-lo, quanto a nós, na convicção de que nestes cidadãos que escolheu terá ele obviamente pessoas de alta competência e idoneidade para servir o país e para tentar retirar Portugal do lugar incómodo em que se encontra. E, para não ir mais longe, uma quantidade relevante de personalidades das mais diversas sensibilidades políticas, e não só, já se manifestaram positivamente quanto às opções do Primeiro Ministro. Seria fastidioso citar aqui os nomes, já que toda a comunicação social o tem referido. Todavia, as mesmas mulheres que manifestaram o seu desagrado pela ocorrência, devem agora sim, continuar a destacar-se pela sua acção cívica em prol da sociedade portuguesa, das instituições em que se inserem ou do meio em que exercem o seu quotidiano. Porque, em civismo, cidadania, cultura e arte, todos somos poucos para fazer de Portugal um País Novo.

Frassino Machado
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