Adelino Pereira, O. F. M.
VAI FRASSINO
Por
Frei Adelino Pereira
Vai mandando, Frassino, teus poemas,
Que são teu bendizer no teu dizer,
E o partilhado pão de mais prazer
Qu' aos pobres farta e a presos quebra algemas.
Frassino amigo, vai dos diademas
Cingindo tua fronte de ascender
Aos píncaros mais altos sem temer,
Onde tu te alimentes só de gemas.
Da poesia servo sê, Frassino,
Como monge a cantar louvor divino,
E como cosmonauta das estrelas.
Toma o bordão e vai de porta em porta,
Sem ver se é hora viva ou hora morta,
Porque o poeta tem só horas belas.
Adelino Pereira, O. F. M.
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DESTA FRATERNIDADE
Por
Frassino Machado
Desta fraternidade
um só ideal
Suporta estes dois seres caminhantes:
Frei
Adelino busca os mais errantes
E
Francisco semeia em pantanal.
Por este mar revolto os navegantes
Esperam mui ansiosos um sinal,
Uma luz, uma estrela maternal,
Que os proteja e os torne vigilantes.
Dois arautos seráficos por certo
Adelino e Francisco são diferentes
Mas lutam incansáveis no deserto...
Os sonhos são os mesmos, pertinentes -
A palavra e a lira sempre perto
Que a messe é grande bem assim as gentes!
Frassino Machado
In ODISSEIA DA ALMA
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ACRÓSTICA SERÁFICA
Por
Frassino Machado
Assistido por Deus, Eterno Pai,
Dentro da alma acende forte chama
Em prol do sonho que evolui e vai
Levá-lo até ao pé da sua dama.
Incólume labuta na alegria,
Num mundo agreste que não sabe amar,
Onde menos espera emerge o dia
Pondo no seu carpir doce cantar.
Escuta ribeirinho este jogral
Rebelde que por ti vai caminhando
Em busca da frescura de um Ideal ...
Irmão da Natureza sai cantando
Rumo ao irmão Francisco seu igual
Ao qual todos procuram imitando !
Frassino Machado
In ODISSEIA DA ALMA
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