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Frassino Machado / Textos, comentarios e ensaios ! Poetica/Arte!Historia,filosofia,Musica!Desporto/lazer!
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   Sábado, Maio 24, 2008

ONDE MORAS, POETA ?


Onde moras, tu poeta, que me desconheço
e me perco no espaço que habita entre mim e ti?

Onde habitas, tu poeta, que me reconheço
e me encontro no espaço que mora entre ti e mim?

Eu moro certamente entre as janelas aniladas,
por onde trespassa a cada hora o teu olhar,

Eu moro certamente entre as fúlvidas ondas
que cercam em espiral teu cândido rosto.

Eu moro certamente entre os sons harmoniosos
que deixas passar cada dia através do teu sorrir...

Onde moras, tu poeta, que já deixei de reconhecer
a terra que suporta os nossos passos peregrinos ?

Onde moras, tu poeta, que já não distingues
as indeléveis emoções que ambos revestimos?

Dentro do meu sopro e do teu arfar, eu moro,
entre o meu pensar e o teu sentir eu espero,

Dentro do meu sonhar e do teu corpo eu sinto
entre aquilo que eu sou e o que tu és eu vivo.

Apenas quero que não esqueças nunca mais
que a luz daquela estrela, que entre nós cintila,

Brilhe vinte e quatro horas eternamente !


Frassino Machado
In JANELAS DA ALMA

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   Sábado, Maio 10, 2008


A LÍNGUA PORTUGUESA EM TRAPOS DE POLÉ

Por
Vitorino Magalhães Godinho


Nota - O autor é figura cimeira da nossa Historiografia Nacional, autor de Obras fundamentais da Cultura Contemporânea, como História Económica e Social da Expansão Portuguesa , professor universitário jubilado com um raro currículo e Ministro da Educação e Cultura, logo após o 25 de Abril, o Dr. Vitorino Magalhães Godinho é frontalmente contra o «Acordo Ortográfico» - o de 1990, agora ratificado por Portugal, mas não só !

QUEM ME AVISA ...

«O Português está a ser esfacelado pela bacoca anglicização do vocabulário e maneiras de dizer e pela preocupação tecnológica com uma linguagem própria sem base cultural» ;

«Que uma escola estrangeira estabelecida entre nós ofereça os Cursos na respectiva Língua, compreende-se e é um enriquecimento; que seja uma escola portuguesa a mascavar os seus Cursos em Inglês, por mais Shakespeariano que seja, é intolerável; e chega-se à humilhação de serem os estudantes estrangeiros a requererem que os Cursos sejam dados em Português - como é de toda a lógica!»

«A introdução de estrangeirismos justifica-se sempre que se trate de ideias ou realizações novas e não disponhamos de equivalente na nossa língua. Mas tem-se generalizado a adopção de aportuguesamentos de léxico estrangeiro quando dispomos de equivalente a dispensá-los, e num e noutro caso construímos formas atrabiliariamente, acabando por forjar vocábulos que ofendem o bom-senso e o bom-gosto»

«Mas um tópico merece ainda ser abordado: os nomes geográficos. Está na moda aportuguesá-los, e já foi costume ir buscar a forma latina para dela tirar a designação actual. Esquece-se que os topónimos são nomes próprios, e como tal não devem ser alterados; certas formas reportam-se a épocas determinadas, por exemplo ao período romano - não há por isso razão para passar a escrever Oxónia em vez de Oxford, ou Lugduno por Lyon »

«A nossa Língua tornou-se um futebol: anda tudo aos pontapés às palavras, sem acertar com as balizas».

«A Cultura tem de ser rigor e exigência crítica, e não se constrói a democracia com bugigangas de pacotilha; o cidadão tem de educar-se para a dificuldade».


Do JORNAL DE LETRAS, N.º 978
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   Domingo, Maio 04, 2008

MULHER SEM NOME

Poema para o
"Dia da Mãe"


Co' a 'strela matutina se levanta
muito antes que todos na mansão
mulher sem nome mas de coração
que a si s' empenha e no silêncio 'spanta.

Já o sol brilha e vai de abalada
por esse mundo que lhe dá sustento
em cada gesto ganhando alimento
dá vida à prole ficando desgastada.

Cada hora que passa sente a vida
de maneira diferente em cada rosto
e a sua nunca é reconhecida...

Na orla da alma lágrimas derrama
por cada sonho que virou desgosto
porém, mulher, o mundo te reclama !


Frassino Machado
In RODA VIVA

v.f.f. - www.frassinomachado.net
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